JÁ OUVIU FALAR EM NANOTECNOLOGIA NA MEDICINA? VEJA SUAS APLICAÇÕES!
A aplicação da nanotecnologia na medicina é mais um avanço
tecnológico para melhorar o diagnóstico e o histórico do paciente,
monitorar os paramentos biológicos e fazer intervenções
minimamente invasivas no corpo humano.
Todavia, sabe-se que essa ferramenta depende de investimentos
financeiros elevados para a sua implantação, de infraestrutura e
de readequação dos estabelecimentos clínicos, o que a torna pouco
acessível a todos.
Dessa forma, a nanotecnologia na medicina, também conhecida como
nanomedicina, ainda tem um vasto potencial a ser explorado,
profissionais a serem capacitados e muitas pesquisas que precisam
ser viabilizadas nesse sentido.
Quer saber mais sobre esse assunto? Então, não deixe de ler as
informações deste post!
Afinal, o que é nanotecnologia na medicina?
A nanotecnologia é uma inovação que utiliza materiais manipulados
a nível molecular ou atômico. A partir dela, são desenvolvidos
microprocessadores, partículas e outras ferramentas para serem
aplicadas em diversos segmentos.
Pode-se inferir que a nanotecnologia é uma evolução dos propósitos
médicos, a despeito do que ocorreu com os avanços da radiologia,
que migrou para a técnica digital, sendo possível avaliar suas
vantagens e desvantagens ao longo da implantação.
Quando aplicada para o melhoramento da prática clínica, ela recebe
o nome de nanomedicina, com atuações no campo do diagnóstico, da
terapia e da avaliação do tratamento preconizado. A técnica também
pode abrir novos horizontes para os protótipos já existentes.
Sendo assim, é possível criar dispositivos conforme a demanda
clínica, baseados nos conhecimentos científicos prévios, nos
recursos financeiros disponíveis e no desempenho dos médicos que
atuarão em parceria com engenheiros, físicos e outros
profissionais.
Quais são as principais aplicações da nanomedicina?
Com a nanomedicina, é possível melhorar a detecção precoce das
doenças, a forma de desenvolver terapias mais personalizadas, a
predição de um prognóstico mais preciso, entre outros pontos.
Dessa forma, abaixo serão listadas as principais pesquisas em
andamento na nanomedicina. Acompanhe!
Otimização nos equipamentos médicos
Os equipamentos médicos são tecnologias utilizadas para detectar
anormalidades fisiológicas, prever a extensão de uma doença ou
discriminar nuances até então não visualizadas em ferramentas
tradicionais e menos efetivas.
Uma das formas de atuação da nanotecnologia nos equipamentos
médicos é a inserção de nanopartículas de prata e óxido de zinco
que, devido à sua propriedade antimicrobiana, podem prevenir uma
infecção nos pacientes após o procedimento.
Nessas situações, evitam-se novas comorbidades ao paciente, que
podem contribuir para a utilização de mais medicamentos, o aumento
do período de internação e um prognostico mais limitado se a
condição clínica já for grave.
Além disso, como se trata de uma técnica menos invasiva, os riscos
para os pacientes também são menores se comparados aos
procedimentos que necessitam de anestesia geral para executá-los
Tratamento eficiente em órgãos-alvo
Qualquer medicamento que seja introduzido no organismo pelas vias
oral ou parenteral (exceto sublingual) passará pelos processos
farmacocinéticos e poderá ser distribuído para outras estruturas
do corpo que não sejam os órgãos alvos do tratamento.
Essa situação pode desencadear efeitos adversos bastante
significativos. Entre eles, podemos citar os danos a órgãos de
excelência, como os rins, comprometendo os processos de
metabolização e excreção do medicamento.
Felizmente, com a aplicação da nanotecnologia na medicina, foi
possível fabricar partículas terapêuticas que têm afinidade com as
células dos órgãos-alvo, diminuindo os processos de distribuição
dos medicamentos.
Melhoria na detecção de doenças complexas
O diagnóstico médico é uma avaliação complexa que envolve a
interpretação da queixa do paciente, os achados significativos nos
exames clínicos, radiológicos e imagiológicos e a integração de
todas essas informações.
Acontece que muitos equipamentos não têm a sensibilidade e a
especificidade para diferenciar doenças com apresentação clínica
semelhante, o que pode ser um risco para todos os envolvidos. Por
isso, técnicas de diferenciação são fundamentais para evitar erros
preveníveis.
Além disso, algumas pesquisas já avançaram na caracterização de
doenças complexas, como o câncer e os distúrbios cerebrais. No
caso das neoplasias, os pesquisadores desenvolveram os nanotubos,
que são capazes de se inserir nas células cancerosas. Após a
exposição do tecido ao laser, ocorreria a apoptose das unidades
neoplásicas.
Esse método tem grande relevância na oncologia, uma vez que a
quimioterapia e a radioterapia, além de exterminarem as células
cancerígenas, também matam as células saudáveis, piorando a
situação clínica do paciente. Com a inserção dos nanotúbulos nas
células específicas, esse processo é minimizado.
Outra atuação da nanotecnologia na medicina é a caracterização das
anormalidades cerebrais para identificar os distúrbios
neurológicos, principalmente pela dificuldade de acesso ao cérebro
pelos meios farmacológicos tradicionais.
Felizmente, os pesquisadores desenvolveram nanopartículas de
diamante que são capazes de atravessar a barreira
hematoencefálica, principalmente em áreas remotas do cérebro,
permitindo que os investigadores visualizem as estruturas neurais
com riqueza de detalhes.
Isso porque as atividades cerebrais serão convertidas em
frequências de luz e captadas por sensores externos, facilitando
significativamente o diagnóstico dos distúrbios no cérebro dos
pacientes.
Aplicação inovadora na medicina preventiva
Um dos principais propósitos da nanomedicina é elaborar protótipos
que sejam idênticos aos sistemas fisiológicos, de modo a
utilizá-los em diversas aplicações, sem causar danos
significativos ao paciente.
Atualmente, já existem os nanorobôs, que são fabricados em
nanoescalas para interagir com sistemas biológicos e reverter
situações complexas dentro do organismo, como no caso de infecções
sanguíneas.
Exemplo disso são os nanorobôs configurados para serem idênticos a
um linfócito flutuando livremente pela corrente sanguínea. Assim,
é possível fazer uma programação para identificar um
microrganismo, capturá-lo e eliminá-lo do corpo humano.
Outras aplicações da medicina preventiva ocorrem pela formação de
células, de tecidos, de órgãos artificiais e de tecnologias
sensoriais, que podem aumentar a eficiência no sequenciamento
genético e, com isso, facilitar a detecção precoce de enfermidades
clínicas.
A nanotecnologia na medicina é uma revolução com aplicações no
diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento de doenças
clínicas. Atualmente, é possível ver a atuação das nanopartículas
tanto para a eliminação de microrganismos quanto para a
facilitação da interpretação de exames cerebrais. No entanto, a
nanociência ainda carece de mais estudos, de investimentos e de
recursos financeiros para se tornar uma prática plenamente
efetiva.
Agora que você já entendeu tudo sobre nanomedicina, não deixe de
ler mais um de nossos artigos: “Equipe Multidisciplinar de Saúde:
4 estratégias para uma boa gestão“!